Até o período da puberdade, a criança tem baixa atividade da PFK (fosfofrutoquinase), enzima que ativa o processo glicolítico. Por isso, nesse período, ela utiliza predominantemente as rotas do sistema fosfagênio (ATP-CP) e lipolítica preferindo atividades de curta duração e altíssima intensidade (ATP-CP) ou longa duração e baixa intensidade (lipolítica).
Se a criança for submetida a atividades de intensidade onde predomine o sistema anaeróbico lático (glicolítico), as adaptações fisiológicas serão as mesmas relativas ao trabalho aeróbio de alta intensidade pela sua capacidade de adaptação do sistema aeróbio (mais rápido que o adulto) e pela deficiência de PFK.
Crianças submetidas a treinamento de alta intensidade sofrem um desgaste ósseo ao longo do tempo e, ao chegar à puberdade, há um ganho de massa e força muscular muito grande. Essa massa muscular encontra uma estrutura óssea desgastada podendo gerar um grande número de lesões e queda no rendimento. Isso justifica o alto índice de abandono do esporte por adolescentes que treinaram durante a infância.
Após a puberdade os meninos têm um ganho de massa muscular maior, enquanto que as meninas acumulam mais gordura. A partir disso os meninos têm um ganho maior no consumo máximo de oxigênio (VO2máx).