| Q = FC X VS |
| FE = VS/VDF |
Pela distenção da musculatura o nodo sinoatrial se despolariza e repolariza espontâneamente, de forma a proporcionar o estímulo "inato" para o coração. Os ritmos que se originam se irradiam até o nodo atrioventricular, onde o impulso é retardado de 0,1 seg. permitindo que os átrios se contraiam e ejetem o sangue para o interior dos ventrículos. O nodo A-V dá origem ao feixe A-V (feixe de His), que transmite o impulso rapidamente através dos ventrículos, por intermédio de fibras condutoras especializadas, o sistema de Purkinge.
Inervação generalizada: aumenta a secreção de catecolaminas sobra a musculatura cardíaca estimulando-a e aumentando a freqüência de batimentos, elas aceleram a despolarização do nodo sinoatrial induzindo o coração a bater mais rápido. Elas ainda aumentam a força de contração miocárdica.
Nervo vago (atividade colinérgica): hiperpolarização das células do nodo, tornando-as menos excitáveis, diminuindo a freqüência de disparo. Aumenta o tônus vagal, o número de impulsos transmitido pelo vago (estimulando o parassimpático) ao miocárdio é maior. Como o parassimpático diminui a FC teremos, por aumento do tônus vagal, a diminuição da FC.
A atropina bloqueia o sistema parassimpático, em relação ao controle ocorre grande aumento da FC em cargas baixas e pequeno aumento em cargas altas. O propanolol inibe o simpático, ocorrendo pequena diminuição da FC em cargas baixas e grande diminuição em cargas altas. Com a ação simultânea da atropina e propanolol, ainda ocorre alteração na FC, isso evidencia a existência de um 3º mecanismo de controle: os nodos. À medida que aumenta a carga de treinamento, a atividade simpática aumenta e ao mesmo tempo a influência do parassimpático diminui.
O que aumenta a FC?A FC máxima é a mesma após um ano de treinamento, mas numa carga maior. Após o treinamento a FC diminui para as mesmas cargas. Isso ocorre devido a uma maior atividade parassimpática (aumento de tônus vagal), uma menor atividade simpática (diminui o nível de catecolaminas) e uma menor freqüência nodal (hiperpolarização crônica na membrana das células alterando o potencial diminuindo a freqüência).
| Q = FC X VS (ml/min ou l/min) |
Durante o exercício o débito cardíaco aumenta devido ao aumento da FC e VS. O treinamento diminui a FC e aumenta o VS, portanto o débito não aumenta para as mesmas cargas de trabalho. Ocorre uma maior eficiência mecânica com uma menor freqüência cardíaca: diminuição do mVO2 (consumo de oxigênio miocárdico); O coração que tem um menor VO2 necessita de um menor volume de O2 , o que seria um benefício num quadro de isquemia (diminuição da irrigação tecidual e fornecimento de O2).